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Cavaleiros de Ouro: Veja todos os cavaleiros já apresentados até hoje!

Confira todos os Cavaleiros de Ouro da série clássica (anime e mangá), Episódio G, Next Dimension, The Lost Canvas e Ômega:

 

Palestras gratuitas: Desconstruindo o Mangá e o Animê

Desconstruindo o Mangá e o Animê

O Consulado Geral do Japão e a Fundação Japão em São Paulo trazem dois especialistas em Cultura Pop para analisar o cenário do desenho japonês no Brasil.

As palestras gratuitas abordarão temas gerais, mas com enfoque na arte do mangá e do animê e acontecem no Espaço Cultural da Fundação Japão. No dia 10 de março, o desenhista e redator Alexandre Nagado discute “O mangá brasileiro e o mercado editorial” e, no dia 17 de março, a professora doutora Sonia Luyten fala sobre “Arte sem fronteiras – Mangá no Brasil e mangá feito no Brasil”. Ainda neste dia, os autores da revista quadrinhos de ação e fantasia “Patre Primordium”, Fred Hildebrand e Ana Recalde, fazem uma participação especial.

Programação

10 de março
Palestra com o desenhista e redator Alexandre Nagado

Foto: Luciano Amarante

“O mangá brasileiro e o mercado editorial”
Há mais de 40 anos, chegaram ao Brasil os animês e os seriados tokusatsu (efeitos especiais). Depois, o mangá e um universo enorme de entretenimento vindos da Terra do Sol Nascente começaram a se fazer presentes na vida de muitos brasileiros. O grande contato com a cultura pop japonesa influenciou muitos jovens (descendentes ou não) a querer contar suas próprias histórias, mas seguindo padrões japoneses. Cheios de inspiração e vontade, descobriram uma realidade editorial muito diferente da japonesa que gerou os personagens que tanto apreciam. Baseado em pesquisas e em vivências pessoais, o autor e redator Alexandre Nagado traçará um paralelo entre o mercado de quadrinhos no Brasil e no Japão, tecendo seus comentários sobre diversos aspectos.

17 de março
Palestra com a Professora Doutora Sonia Luyten

Foto: Sandra Keika Fujishiro

“Arte sem fronteiras – Mangá no Brasil e mangá feito no Brasil”
Na virada do milênio o mangá chega com força ao Brasil. O fenômeno vem acompanhado da onda de popularidade de alguns animês, que ajudou a impulsionar a venda dos quadrinhos japoneses em todo o país. O fato de o Brasil abrigar a maior colônia japonesa fora do Japão também é um detalhe relevante.  A relação entre os dois países sempre foi bastante próxima e, neste contexto, o mangá aparece como mais um elemento importante de representação e difusão da cultura pop japonesa. Além disso, com o sucesso dos animês e mangás houve o surgimento de eventos voltados para o público jovem que chega a reunir mais de 40 mil visitantes por dia.
A abordagem será sobre a evolução da expansão dos mangás no Brasil podendo-se constatar três tendências: uma de pioneirismo quanto à leitura, produção de mangás em relação ao mundo e pioneirismo nos estudos acadêmicos. A outra, mais recente, acompanha a exportação dos mesmos vinculados a uma política de expansão de bens culturais do Japão. A terceira tendência é a nova produção de mangá no Brasil revelando não só artistas descendentes como não descendentes numa linguagem híbrida de forma e conteúdo.

Participação Especial
Na palestra do dia 17, teremos a participação especial de Fred Hildebrand e Ana Recalde, autores do “Patre Primordium”, uma revista em quadrinhos de ação e fantasia.

Fred Hildebrand
Fred tem 22 anos e nasceu em Campo Grande – MS. Aprendeu a desenhar vendo desenhos animados e jogando vídeo game, viu o hobbie de infância se tornar profissão quando decidiu entrar na faculdade de Artes Visuais da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).
Fred não é apenas desenhista da Patre, pois auxiliou em todo processo criativo e de visual da estória. Um apaixonado por mangá (quadrinhos japoneses) que definiu seu estilo.

Ana Recalde
Ana tem 27 anos e também nasceu em Campo Grande – MS, mas morou em vários lugares durante sua vida, São Paulo, Brasília. Hoje ela reside no Rio de Janeiro. Sempre gostou de viajar e por isso mesmo se graduou em inglês na Internacional House em Londres. Os quadrinhos vieram desde cedo em sua vida, quando subia para o sotão da casa de seu pai para ler. Os heróis povoaram sua imaginacão, gênero que é fã até hoje. Teve contato com roteiros quando trabalhou em programas de televisão e partir para roteiros de quadrinhos foi um pulo. Ler e escrever são sua paixão.

Site oficial:
http://patreprimordium.com.br/


O que é:

Mangá:
Sinônimo tanto de histórias em quadrinhos como de gibis no Japão, significa literalmente “desenhos divertidos”. O termo mangá foi empregado pela primeira vez no século XIX, pelo artista plástico e famoso gravurista de ukiyo-e (xilogravura) Hokusai (1760-1849), para uma série de sketches de movimentos e expressões registrados em suas viagens. Mas a tradição de desenhos humorísticos e representações cômicas (similares a cartuns e caricaturas) remonta a épocas bem anteriores, como as imagens criadas em “emaki” (pinturas em rolo), que foram produzidas em grande quantidade nos períodos Heian (794-1185) e Kamakura (1185 – 1333).

Como tiras de jornal e histórias em quadrinhos, o mangá foi ganhando forma na primeira metade do século XX, após contatos com a imprensa ocidental. Mas foi somente com Osamu Tezuka, na década de 1950, que o mangá começou a estabelecer padrões que se tornariam suas marcas registradas: narrativa cinematográfica, traços estilizados e olhos grandes e expressivos. O mercado de mangá é todo segmentado, com revistas para crianças, adolescentes, jovens e até adultos com mais de 30 anos, de ambos os sexos e de interesses variados.

As revistas são vendidas a um preço acessível e, em sua maioria, são editadas em preto-e-branco em papel jornal, com média de 300 páginas por publicação. Normalmente os mangás são apresentados por capitúlos e, posteriormente, são publicados em compilações de formato menor, chamados “tanko-bon”. Autores de mangá, no Japão, são chamados de “mangá-ka”.

Animê:
Termo que designa os desenhos animados japoneses. É a abreviação de “animation”. Animações já eram feitas no Japão desde o começo do século XX, mas em caráter experimental. Uma indústria começou a se formar com a entrada da Toei no mercado, em 1958, com “Hakujaden” (“A Lenda da Serpente Branca”, como visto no Brasil), exibido em cinemas no Japão.

Na TV, após a exibição de um especial experimental chamado Mittsu no Hanashi (“Três Histórias”) no início de 1960, o animê se estabeleceu no final de 1961, com as vinhetas da série Instant History, posteriormente chamada de Manga Calendar. Como fenômeno de massa, ganhou força graças a Osamu Tezuka e seu Astro Boy, em 1963, começando em seguida a conquistar fãs em vários países, que foram comprando séries japonesas, como o famoso Speed Racer.

Muitas animações são adaptações de séries de mangá de sucesso e o animê movimenta um mercado milionário, com mais de uma centena de séries de TV inéditas a cada ano e dezenas de produções voltadas para cinema e vídeo. No Brasil, os animês estão presentes nas emissoras de TV desde o final da década de 60, bem antes do surgimento de grandes sucessos como Cavaleiros do Zodíaco, Naruto, Dragon Ball Z e Pokémon.

Perfil dos palestrantes

Alexandre Nagado

Desde 1988, o paulista Alexandre Nagado trabalha como desenhista profissional, tendo produzido cartuns, quadrinhos, caricaturas, story-boards e ilustrações para diversos clientes, sendo especializado em comunicação institucional.

Em 1990, começou a trabalhar com roteiros para quadrinhos, tendo estreado com Flashman, para a Editora Abril, escrevendo também Maskman e Changeman, heróis de seriados japoneses. Na mesma linha, para a EBAL, assinou Sharivan, Machine Man e Goggle V, tudo no início da década de 1990. Em 1993, iniciou o trabalho em Street Fighter II, revista que roteirizou por 15 edições, sendo um dos autores que mais histórias em quadrinhos oficiais criou para a famosa franquia originada de um game japonês.

Criou os personagens Blue Fighter (Ed. Escala e Trama) e Dani (Ed. Escala e Via Lettera), onde usou influências de diferentes tipos de mangá misturadas com estilos ocidentais. Em 2003, foi o organizador e um dos autores do álbum Mangá Tropical (Ed. Via Lettera), com histórias ambientadas no Brasil. Na área de quadrinhos didáticos e institucionais, assinou trabalhos sob encomenda para a Votorantim, Dersa, Pão de Açúcar, Projeto Tietê, Santander Banespa e diversas outras empresas e entidades que utilizaram o potencial comunicativo dos quadrinhos. Desde 1992, atua também como redator, tendo colaborado com diversas revistas (Herói, Henshin) e sites (Omelete, Bigorna, Nippo-Jovem, Nihonsite).

Já ministrou palestras em São Paulo, Osasco, Sorocaba, Santos, Paraguaçu Paulista, Ilha Solteira, Mauá (SP), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ) e Recife (PE), entre outras cidades.

Em 2008, esteve no Japão como um dos selecionados no programa Jovens Líderes, atividade comemorativa do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, promovida pelo MOFA – Ministry of Foreign Affairs do Governo Japonês.

Atualmente reside em Ilha Solteira (SP), de onde produz para seus clientes via internet.

Livros publicados:
– Almanaque da Cultura Pop Japonesa (Via Lettera, 2007)
– Cultura Pop Japonesa: Mangá e Animê (Hedra, 2004) – co-autor
– Mangá Tropical (Via Lettera, 2003) – coordenador e co-autor
– Dicionário Anime>DO (Ed. Escala, 2000) – co-autor

Site oficial: www.nagado.com
Blog Sushi POP: www.nagado.blogspot.com

Sonia Luyten

– Doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações da Universidade de São Paulo, com tese sobre mangá.
– Professora do Departamento de Jornalismo e Comunicações da ECA/USP (1972-1984)
– Professora Convidada da Universidade de Estudos Estrangeiros de Osaka e Tóquio – Japão (1984-1990)
– Professora da Universidade Real de Utrecht- Holanda (1993-1996)
– Professora Convidada da Universidade de Poitiers – França (1998-1999)
– Foi professora e coordenadora do curso de Pós Graduação da Universidade Católica de Santos
– Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Católica de Santos. (2001-2005)
– Autora de inúmeros artigos no Brasil e no exterior e dos seguintes livros:

Comunicação e Aculturação. São Paulo, Ed. Loyola, 1981.
Histórias em Quadrinhos – Leitura Crítica. São Paulo, Ed. Paulinas, 1984.
O que é Histórias em Quadrinhos. São Paulo. Ed. Brasiliense, 1985
Mangá, o poder dos quadrinhos japoneses. São Paulo, Ed. Hedra. 2ª edição 2000
Cultura Pop japonesa: anime e manga. São Paulo, Ed. Hedra , 2006

Obteve vários prêmios por sua pesquisa em Histórias em Quadrinhos como:
• HQ Mix em 1988, 1991, 1999 (São Paulo – Brasil),
• MANGACOM em 2001 (São Paulo- Brasil) e o
• Prêmio Romano Calise, em Lucca Itália em 1990.
• Prêmio Ângelo Agostini – Mestre dos Quadrinhos em 2005
• Prêmio Cátedra UNESCO/Metodista de Comunicação – em 2006
• Honraria do governo japonês pela atuação na divulgação da Cultura Pop Japonesa – em 2008

A autora fundou o primeiro núcleo de estudos de mangá na Universidade de São Paulo na década de 70 e que se transformou na ABRADEMI, bem como da primeira mangateca (biblioteca especializada em revistas de mangá). Foi curadora de várias exposições no Brasil e no exterior e membro de Júri dos principais salões de Humor e Quadrinhos do Brasil. Também foi jurada do WCS – World Cosplay Summit em 2008 e 2009. Atualmente é presidente do Prêmio HQMIX, instituição que faz a premiação dos melhores artistas na área de Histórias em Quadrinhos e Humor Gráfico.

Livros publicados: Comunicação e Aculturação, O que é Histórias em Quadrinhos, Histórias em Quadrinhos – leitura crítica, Mangá, o poder dos quadrinhos japoneses ,Cultura Pop Japonesa: mangá e animê.

Site oficial: http://sonialuyten.blogspot.com/

Serviço:

Desconstruindo o Mangá e o Animê
Data: 10 e 17 de março de 2010
10 de março: palestra com o desenhista Alexandre Nagado
17 de março: palestra com a Professora Doutora Sonia Luyten
Horário: 19h30~21h30
Local: Espaço Cultural – Fundação Japão em São Paulo
Av. Paulista, 37 – 1º andar
Lotação máxima: 100 lugares
É necessário fazer inscrição antecipada.
Inscrições: (11) 3254-0100 ramal 354 ou cgjcultural4@arcstar.com.br
Acesso para portadores de necessidades especiais
Entrada gratuita

Realização: Consulado Geral do Japão e Fundação Japão em São Paulo

Informações, fotos e contatos para imprensa:
Erico Marmiroli – (11) 9372 7774 / (11) 3865 0656 – erico.marmiroli@gmail.com
Sandra Keika Fujishiro – (11) 3141 0110 – kei@fjsp.org.br

Live actions clássicos invadem a TV brasileira em canais UHF!

Canais desconhecidos pela maioria da população, chamou a atenção de fãs de anime e live actions por exibições inusitadas de séries clássicas

A Rede Brasil de Televisão, que no ano passado exibiu Os Cavaleiros do Zodíaco (inclusive o filme Prólogo do Céu), está exibindo de segunda a sábado um dos mais famosos Super Sentais: Flashman (exibido no Japão de 1 de março de 1986 a 21 de fevereiro de 1987)! Comando Estelar Flashman foi exibido no Brasil a partir de 1988 na Rede Manchete. A série tem ao todo 50 episódios e mais 2 filmes. Sucedeu Changeman (relançado no Brasil pela Focus Filmes recentemente) e foi foi sucedido por Maskman no Japão.

Comenta-se que a exibição de Os Cavaleiros do Zodíaco na Rede Brasil seja de forma ilegal. Confira a  matéria extraída do site CavZodiaco.com.br:

“O filme Prólogo do Céu será exibido em uma emissora de TV Aberta no Dia das Crianças, dia 12 de Outubro de 2009, as 17h. Agora muita calma!!! Antes que todos pensem que será em uma emissora de grande abrangência, como a GLOBO, o SBT, Record, RedeTV e BAND, temos que avisar: será na desconhecida Rede Brasil (canal UHF, que pega praticamente no Brasil todo).

A Polêmica envolvendo as transmissões da Rede Brasil e de outras emissoras de TV Aberta
Há algum tempo temos recebido vários e-Mails de fãs avisando sobre transmissões diárias dos episódios dos Cavaleiros do Zodíaco (inclusive os da Saga de Hades, inéditos na TV Aberta) em algumas emissoras pequenas espalhadas pelo Brasil todo. O grande detalhe é que estas transmissões ocorrem de
forma ilegal, já que as emissoras utilizam os DVDs da PlayArtesem autorização (recebemos até alguns relatos inusitados de fãs, dizendo que já chegaram ver até os menus dos DVDs, provavelmente por algum descuido das emissoras). Nós já entramos em contato com estas emissoras e as respostas que sempre recebemos são: nós temos autorização para exibição dos episódios (coisa que sabemos que não tem, já que no momento nenhuma emissora de TV Aberta ou Fechada possui contrato para exibição dos Cavaleiros do Zodíaco) ou acabam se baseando em algum artigo da lei que diz que eles podem fazer estas exibições sem comprar os direitos(o que não existe). Vale ressaltar que não é só os episódios dos Cavaleiros do Zodíaco que estas emissoras exibem de forma ilegal: vários outros seriados,desenhos e filmes também entram na jogada. Alguns estúdios já entraram na justiça e notificaram estas emissoras (exemplo da FOX, que pediu a retirada de suas séries do ar). A própria PlayArte nos avisou há algum tempo atrás que o seu departamento jurídico estava trabalhando no caso. Porém é um caso difícil e estas emissoras só deixaram de praticar esta pirataria caso sofram alguma punição grave. Dificilmente sairão do ar tão cedo!

Além da Rede Brasil, que exibe diariamente os episódios, por volta das 9h da manhã, existem outras emissoras praticando o mesmo ato: Ulbra TV (por volta das 12h) e a TV Diário (diariamente por volta das 9h da manhã).

Obviamente os fãs não tem culpa destas emissoras estarem realizando estas transmissões ilegais (afinal, são canais de TV Aberta e não de TV paga, portanto, eles não estão pagando pela pirataria). Fica aqui o registro para quem quiser acompanhar a série nestes canais. Para maiores informações (como sintonizar, abrangência, canais etc), sugerimos que visitem os sites das emissoras nos links abaixo:

Rede Brasil (www.rbtv.com.br)
TV Diário (verdesmares.globo.com/tvdiario)
Ulbra TV (www.ulbratv.com.br)

A Rede Brasil está sendo processada por pirataria, segundo o site ANMTV, confira a matéria:

“A Rede Brasil de Televisão, emissora UHF com sede em São Paulo, também chamada de RBTV, que ficou conhecida pela exibição de Cavaleiros do Zodíaco e Simpsons, está sendo processada por estúdios de cinema americanos por transmitir conteúdos produzidos pelos mesmos, sem nenhuma autorização. Um dos estúdios (FOX) já entrou com ação na justiça para exigir que o conteúdo de seu acervo fosse retirado do ar.
A emissora pode ser captada via UHF em vários estados, além de São Paulo, e na internet, mas que, apesar de pequena, chamou atenção do público pela exibição de diversos seriados e desenhos clássicos em sua grade (lançados em DVD), que foram e são exibidos em canais abertos a muitos anos. Bons exemplos são os seriados Arquivo X (FOX), Rebelde (Cris Morena Group – Televisa), Bob Esponja (Nick – Viacom), e tantos outros desenhos pertencentes a Warner, detentora de um grande catálogo.
O problema é que o canal não possui nenhuma autorização legal dos reais donos, responsáveis pela distribuição em território nacional, para exibir tais programas. Tal fato impulsionou a MPA (Motion Pictures Association) a pedir explicações da emissora brasileira sobre estas exibições, com o argumento de que nenhum estúdio possui acordos com a RBTV, a não ser com os já existentes dos canais abertos (Globo, SBT, etc), e que eles sim são os únicos que podem exibir seu conteúdo no país.
A emissora alega que fez todos os trâmites legais com a E+ Entretenimento, uma empresa de distribuição que diz comprar os direitos de uma empresa das Ilhas Virgens, paraíso fiscal. Mas a polêmica sobre direitos de exibição envolvendo canais menores não se limita apenas a Rede Brasil. A Ulbra TV, do Rio Grande do Sul, é um outro exemplo, e para completar, chega a TV Diário (de Fortaleza), que exibirá Cavaleiros do Zodíaco em breve. Onde isso vai parar? Aguardem os próximos capítulos, pois a briga promete render na justiça. Com informações da Coluna do Daniel Castro.”

Além da Rede Brasil, a rede NGT – Nova Geração de Televisão (26 UHF no RJ, 48 UHF em SP) também está exibindo clássicos:
  • Neon Genesis Evangelion (NGE) – série que marcou o segmento de animação japonesa (anime) nos anos 90. O enredo é considerado um dos mais complexos já criados para uma animação. A série enfoca temas diferentes que vão sendo abordados com o desenrolar da trama, começando com um clima mais leve e descontraído que vai se tornando mais e mais denso conforme a trama avança e os mistérios e acontecimentos da história a transformam, em seus episódios finais, em uma aventura psicológica a respeito das relações entre os seres humanos.
  • Yu-Gi-Oh! – Produzido pela Toei Animation, é um anime de 27 episódios baseado nos volumes de 1 a 7 do mangá original Yu-Gi-Oh! , que não foca muito no Magic & Wizards. Não está conectado com Yu-Gi-Oh! Duel Monsters (cujo character designer é Shingo Araki, o mesmo de Saint Seiya e Lady Oscar), mas é referido frequentemente como a “primeira série” para distinguir da série seguinte. A Primeira fase retrata mais o lado sofrido de Yugi, onde não tem amigos e leva uma vida bastante monótona e sólitaria até encontrar e concluir o Enigma do Millennnio (Seenem Puzzle). Exibido pela primeira vez pela TV Asahi no dia 4 de Abril de 1998. A série foi exibida pela Rede Globo e Cartoon Network no Brasil.
  • Machineman – foi uma série do gênero tokusatsu exibida no Japão entre fevereiro e novembro de 1984 pela NTV(Nippon TV). Contava as aventuras de Nikku, estudante universitário vindo do planeta Ivy, do aglomerado estelar das Plêiades para estudar o comportamento dos seres humanos habitantes da Terra. Criada por Shotaro Ishinomori (que se inspirou no super-herói norte-americano Super-Homem). Shorato é também o criador do fenômeno Kamen Rider! Machineman possui 36 episódios ao todo e foi exibida no Brasil pela Bandeirantes e Rede Record.
  • Kamen Rider, O Cavaleiro DragãoKamen Rider: Dragon Knight, título original, é uma adaptação americana de Kamen Rider Ryuki, produzida no Japão. Foi ao ar pela primeira vez nos Estados Unidos da América, dia 13 de dezembro de 2008, num Sneak Peak, no canal The CW, quadro4Kids e estreou oficialmente por lá em 3 de janeiro de 2009 no mesmo canal e no mesmo bloco. No Brasil, a série estreou no dia 29 de junho de 2009, na Rede Globo, quadro TV Globinho, considerada por milhões a ser a melhor série já exibida no programa. Também é exibida pelos canais do Cartoon Network no mundo inteiro. Em Portugal, a série estreou no dia 26 de novembro de 2009 no canal RTP1. Em todos os canais exibidos, teve ótimos índices de audiências, gerando um extraordinário resultado.

A Rede NGT também faz suas exibições de maneira “suspeita” como a Rede Brasil, segundo o blog CX anime:

“Depois de uma polêmica generalizada sobre atrações sendo exibidas ”suspeitávelmente”, a Rede NGT não volta atrás, e continua a investir(?) na sua programação. Depois de exibir os animês Yu-Gi-Oh! e Evangelion (ambos exibidos ilegalmente), a emissora agora toma coragem e passará a exibir Kamen Rider – O Cavaleiro Dragão, que passou recentemente na TV aberta pela Rede Globo, e terá sua volta em 2010. Atualmente está sendo exibida na TV paga, via Cartoon Network.

A Rede NGT é um canal com sede em São Paulo, e tem uma programação um tanto, ”suspeita”, mas a mesma alega ter contrato com a empresa “E+ Entretenimento”, mesma empresa que também “fornece” produtos à Rede Brasil.”

No ano passado, a rede NGT exibiu Yu Yu Hakusho com a mesma polêmica, extraído do site ANMTV:

“Yu Yu Hakushô está de volta à TV brasileira com exibições às quartas e quintas, 22h30 pelo canal NGT (não confunda com GNT, da Globosat). O canal (UHF 26 no Rio de Janeiro e 48 em São Paulo) exibe o anime sem nenhuma censura, similar à versão dos DVDs lançados desde 2005 pela PlayArte.
A maneira como o anime está sendo exibido é bastante curiosa, já que os direitos de exibição para TV Aberta pertencem à Band (Rede 21, Play TV) e nenhuma emissora está autorizada a exibir o mesmo. Tudo indica que o anime foi extraído dos DVDs, já que não há outra forma (?) do canal ter adquirido o material. Ao entrar em contato com sua assessoria de imprensa, o ANMTV não obteve nenhuma informação válida sobre a exibição.
Algumas semanas atrás a informação sobre a exibição de Yu Yu Hakushô na NGT já circulava entre os fãs pelo orkut e por diversos fóruns de anime. A notícia foi divulgada pelo site Dotaku. Para aqueles que não conseguem captar o sinal da NGT via antena, ele está disponível nos pacotes básicos da NET Digital, válidos para os assinantes do Rio de Janeiro e São Paulo.
Outros canais ditos comunitários, como Ulbra TV e a Rede Brasil, também exibem séries e animes de forma duvidosa, a exemplo de Chaves, Os Simpsons e Cavaleiros do Zodíaco, todos eles extraídos de DVDs, que são facilmente encontrados nas lojas. Como esses canais são regionais e não têm fins lucrativos (em seus sites existe área comercial) e com um número de público insignificante, ninguém se mexe para proibir.”